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A freguesia de Carvalho de Egas, concelho de Vila Flor.

Descrição: escudo peninsular de ouro, com um carvalho arrancado de verde, entre uma espada de prata, cosida de vermelho, à dextra, e uma joaninha de vermelho e preto, à sinistra.

     Coroa mural de prata de três torres visíveis. Listel de branco, com a legenda a negro, em maiúsculas: CARVALHO DE EGAS.

 Bandeira de vermelho, com borlas e cordões de ouro e vermelho.

    Nota explicativa:

  1. O carvalho é um elemento falante, alusivo ao nome da terra.
  2. A espada caracteriza o cavaleiro Egas Moniz que segundo a lenda deu o nome à localidade, e o facto de estar cosida de vermelho representa o sangue derramado na lendária batalha das Mil Almas.
  3. A joaninha representa a antiga designação da localidade, que em tempos idos se chamava Lisboinha, que significa, precisamente, joaninha.

A simbólica das cores e metais tendem em associar-se a um sentido que se explica assim:

    bulletOuro, o mais nobre dos metais, significa riqueza, pureza e a soberania.
    bulletPrata, metal igualmente nobre, simboliza a paz, o silêncio e a humildade.
    bulletVerde, a cor da natureza, significa liberdade e esperança.
    bulletVermelho, a energia vital da vida, significa a pujança e o ânimo.

    É certamente antigo o povoamento humano nesta localidade. Conta a lenda que na ocasião em que esta terra ainda se chamava Lisboinha, em pleno século XII, o cavaleiro Egas Moniz, “o Aio”, tendo chegado aqui muito fatigado duma dilatada jornada, descansou um longo e reconfortante sossego à sombra dum enorme e frondoso carvalho.  

    Depois de retemperadas as forças, perguntou à pequena multidão que reunira para lhe prestar vassalagem:

- Qual o nome desta terra, onde descansei de maneira tão agradável, à sombra deste magnífico carvalho?

- Lisboinha – responderam em uníssono os camponeses.

- De hoje em diante, e para recordar o delicioso repouso que aqui tive, esta terra vai passar-se a chamar Carvalho de Egas.

    E assim ficou, até hoje. Outros, asseguram que o nobre cavaleiro seria Egas Moniz Coelho, que viveu no século XIV, e que enquanto descansava à sombra dum carvalho, foi aqui preso pela justiça régia de D. Pedro I.

    Eis os elementos de grande simbolismo a nível local, que estão presentes nesta proposta para a brasonaria da freguesia.

 
 
 
 
 

(Texto copiado do blog deJofre Alves, Vila Flor)