A freguesia de Carvalho de Egas, fica a cerca de 6 quilómetros para sul
sudoeste de Vila Flor, tem a estrada nacional como principal meio de
comunição com o exterior.
Há
uma lenda local, que relata que havia um Grande Carvalho, no sítio onde
está a Capela de Nossa Senhora do Rosário, à sombra do qual estava Egas
Moniz Coelho, no tempo de El rei D. Pedro, tendo, ali mesmo sido preso. Daí
teria derivado o nome de Carvalho de Egas.
Pertenceu
ao então concelho de Vilarinho da Castanheira, até 31/12/1853 em que
passou definitivamente para o de Vila Flor. Judicialmente foi em 1839 da
Comarca de Moncorvo, em 1860 da de Mirandela e em 1878 no Julgado de Vila
Flor.
Em
1864 tinha 44 fogos e 199 habitantes. Foi em 1940 que chegou ao seu máximo
de pessoas com 427. Em 1991 havia 141 residentes, sendo 67 do sexo
masculino. Em 2001 eram 135 pessoas que ali viviam sendo 62 masculinos.
Nos
anos 60 do século XX, na Freguesia de Carvalho de Egas havia um
encarregado de correio. O Presidente da Junta José A. Amaral,
que também desempenhava funções de Regedor, o Pároco Albino
Augusto Gonçalves e a Professora da primária Maria da Conceição
Sil.
A
agricultura de séculos continua a perdurar, como actividade básica tendo
produções abundantes de vinho, amêndoa, azeitona, nozes e maçã. A nível
comercial e industrial, apenas se pode referir uma serralharia, uma
empresa de alumínios e uma casa de diversões nocturnas, Escola Primária
e sede de Junta de Freguesia.
A
Igreja do século XVIII (1772),simples, com sino frontal, porta lateral de
arco românico tardio. No interior destaca-se o púlpito, o altar-mor, o
baptistério. O adro ainda mantém, a grade no solo à entrada, para que
os animais não entrassem no recinto de culto e para sacudir o calçado,
que no inverno trazia as lamas naturais.
A
Capela de Nossa Senhora do Rosário, com cabido exterior coberto, românica,
com altar-mor no interior do século XVII que apresenta outra data numa
pedra granítica do telhado relativa ao século XVI.
As
modernas construções estendem nas direcção de Valtorno / Candoso e de
Samões e contrastam com as suas típicas casas rurais em granito tosco.